terça-feira, 1 de outubro de 2013

COMEMORAÇÃO DOS 81 ANOS DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA


A história da Revolução Constitucionalista começa em 1930.
Antes de Getúlio Vargas chegar ao poder o país era comandando pela politica do Café com Leite onde a presidência era alternada entre as elites cafeicultoras paulista e mineira.
Tudo começa com o movimento rebelde de 1930, quando Júlio Prestes foi vitorioso nas eleições presidenciais de 1930 derrotando o candidato da Aliança Liberal Getúlio Vargas. Os lideres da Aliança Liberal formada pelos gaúchos, mineiros e paraibanos não aceitavam a vitória de Júlio Prestes, afirmando que a vitória não passava de uma fraude, e que os paulistanos apoiadores de Júlio Prestes gozavam de privilégios na politica do "café com leite" e tratavam com descaso a produção agrícola e industrial de outros Estados.
O clima de revolta aumentou e o governo mineiro Antonio Carlos disse "façamos a revolução antes que o povo o faça", assim as elites da Aliança Liberal tinham consciência que era preciso assumir o comando do processo politico.
Em outubro teve inicio um luta armada para impedir a posse de Júlio Prestes começando por Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Pernambuco, assim o poder foi entregue a Getúlio Vargas.
Ao chegar na presidência Getúlio Vargas tratou de suspender a Constituição Republicana de 1891, fechou o Congresso Nacional, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, indicou interventores militares para governar os Estados com a intenção de reduzir o poder dos fazendeiros que sustentavam o regime deposto de 1930. Os civis paulistanos organizaram um movimento armado que culminou na Revolução Constitucionalista de 1932.
O estopim do conflito deu-se em maio de 1932 quando quatro jovens, dentre muitos outros que lutavam pela Constituição morreram em batalha. Os jovens eram Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, conhecidos como mártires da resistência que formam a sigla MMDC.



Em 9 de julho a Revolução Constitucionalista mobilizou muitos homens de São Paulo para lutar contra o governo federal. As tropas paulistas eram formadas por soldados da policia estadual e voluntários, assim iniciaram uma ofensiva contra as tropas federais, mais logo São Paulo se viu cercada por mais de 100 mil militares federais.
Mesmo sem apoio de outros Estados o povo paulista conseguiu reunir uma tropa com mais de 200 mil voluntários.
As tropas paulistas foram para os fronts lutar contra as tropas federais que estavam mais equipadas e numerosas, dispunha ainda de aviões que bombardearam cidades do interior entre elas Campinas. Em um destes ataques aéreos o menino Aldo Chioratto que estava a serviço do Exercito Constitucionalista entregando correspondência foi atingido por estilhaços de uma granada lançada por aviões do governo federal. O menino na época com 9 anos não resistiu aos ferimentos e tombou no cumprimento da missão.
Mesmo em números menores os paulistas não se abatiam, muitos levaram suas armas pessoais para o front os voluntários precisavam produzir armamentos para continuar no combate. 
São Paulo criou uma moeda própria para arrecadar fundo com o slogan "ouro para o bem de São Paulo" os moradores passaram a entregar joias para financiar as tropas paulistas em troca recebiam um anel de prata com as inscrições Pro São Paulo fiant eximia, ou seja Ouro para o Bem de São Paulo.
Depois de três meses de lutas e muitos mortos e feridos, os soldados paulistas se renderam em 2 de outubro, apesar da derrota nas armas obtiveram uma conquista politica. O governo federal garantiu a realização de eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, encarregada de elaborar a nova Constituição que era a principal reivindicação do movimento de 1932. 

Passado 81 anos da epopeia de 1932 a SOCIEDADE VETERANOS DE 32 continua abraçando os mesmos ideais de democracia, liberdade e amor a legalidade pelos quais se abateram os heróis Veteranos de 32.  

A Sociedade Veteranos de 32 é composta por vários colaboradores que não permitem que esta história de amor e glória seja esquecida, são eles:

A própria Sociedade Veteranos de 32 presidida atualmente pelo Cel PM Mário Fonseca Ventura;

A COFAM (Comissão dos Familiares dos Heróis de 32);

As sucursais do MMDC em outras cidades como por exemplo Núcleo MMDC Leste, Núcleo Cadete Ruytemberg Rocha, Núcleo Gino Struffaldi, Núcleo MMDC Campinas, Núcleo São José do Rio Preto entre outros.

Os Núcleos de Correspondências idealizados pelo Prof. Jefferson Biajone, totalizam hoje 20 Núcleo e utilizam a internet como ferramenta de divulgação.




Mobilização


Tropas paulistas


Tropas paulistas
  

Tropas paulistas reunidas


Trincheira


Metralhadoras


Matraca 


Cel PM Mario Fonseca Ventura - Presidente da Sociedade Veteranos de 32/MMDC


Cel PM Antonio Carlos Mendes - Vice Presidente da Sociedade Veteranos de 32/MMDC e Cel PM Mario Fonseca Ventura - Presidente


Camila Giudice - COFAM


Prof. Jefferson Biajone idealizador dos Núcleos de Correspondências 


Ten PM Natanael - MMDCLeste

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

COLÉGIO OROSIMBO MAIA
ONDE ESTUDOU O HERÓI CAMPINEIRO
ALDO CHIORATTO 

O Colégio fica entre a Rua Bernardino de Campos e as Avenidas Andrade Neves e Beijamim Constante, a escola por si só abriga a própria história iniciada a 100 anos.
Portões e grades trabalhadas, escadaria em madeira nobre, saguão de entrada com trabalhos no piso e teto entre outras belíssimas esculturas aplicadas na fachada da escola. No saguão principal é possível observar o retrato do escoteiro Aldo Chioratto que em 1932 servia ao exercito constitucionalista fazendo a entrega de correspondência. Do outro lado temos o retrato do patrono da escola Orosimbo Maia.

O Quarto Grupo Escolar de Campinas começou a ser construído em 1913 a obra foi finalizada em 1923. O nome atual foi adotado em 1939. O Colégio foi tombado como Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo em 2010.

O menino Aldo Chioratto, campineiro, escoteiro e mensageiro do Exército Constitucionalista faleceu no exercício de suas funções, deixando um legado de inocência, coragem e civismo.
Em 05 de outubro de 1922, nascia em Campinas, Aldo Chioratto que escoteiro fora e também aluno do então Grupo Escolar Orosimbo Maia. Incluído no Exército Constitucionalista para a função de mensageiro, Aldo veio a ser atingido por 13 estilhaços de granada que explodiu próximo dele, lançada por aviões adversários que bombardearam Campinas em 18 de setembro de 1932.
Por não ter resistido aos ferimentos o mensageiro Aldo Chioratto veio a falecer, enlutando a todos que ele conheciam pela vivacidade, iniciativa e expressiva inteligência e comprometimento com a causa constitucionalista.
O menino foi sepultado no cemitério da cidade sem qualquer honra militar, mais algumas décadas depois o fato chegou ao conhecimento da Diretoria da Sociedade Veteranos de 32MMDC, que reconheceu o fato de que o escoteiro Aldo Chioratto, no dia em que foi morto estava a serviço do Exército Constitucionalista MMDC na função de mensageiro e que portanto, para todos os fins, era sim um herói constitucionalista.
Tal constatação foi suficiente para que se corpo fosse acolhido em meio aos heróis que hoje repousam o sono eterno no Mausoléu do Soldado Constitucionalista, em São Paulo. Uma homenagem digna que a Sociedade Paulista poderia render ao jovem escoteiro cujo nome e feito entraram para a história.

Colaborou permitindo fotografar o colégio a Vice-Diretora Ana Lúcia.


Grupo Escolar Orosimbo Maia não consta data da imagem.
 Foto da Biblioteca Municipal de Campinas


Fachada atual do Colégio Orosimbo Maia


Fachada atual do Colégio Orosimbo Maia


Fachada atual do Colégio Orosimbo Maia


Fachada atual do Colégio Orosimbo Maia entrada pela Rua Bernadino de Campos


Fachada atual do Colégio Orosimbo Maia - entrada pela Avenida Beijamim Constante


Fachada atual do Colégio Orosimbo Maia


Fachada atual do Colégio Orosimbo Maia - visto da Avenida Andrade Neves


Fachada atual do Colégio Orosimbo Maia entrada pela Avenida Beijamim Constante


Fachada atual do Colégio Orosimbo Maia entrada pela Avenida Beijamim Constante


Entrada do saguão principal, onde de um lado esta o retrato do menino Aldo Chioratto e do outro o retrato de Orosimbo Maia


Retrato do Menino Aldo Chioratto localizado na entrada principal do Colégio


Retrato de Orosimbo Maia localizado na entrada principal do Colégio



Escultura de uma coruja simbolizando a sabedoria existente no teto do Colégio


Escadaria em madeira nobre que leva ao piso superior


Escadaria em madeira nobre que leva ao piso superior


Escadaria em madeira nobre que leva ao piso superior


Escultura de uma abelha simbolizando a inteligência, harmonia, boa sorte - localizado na fachada do Colégio


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

COLAR DA VITÓRIA EVOCATIVO DOS 80 ANOS DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA


No dia 29 de agosto de 2013 houve a entrega do Colar Evocativo dos 80 anos da Revolução Constitucionalista na sede da Sociedade Veteranos de 32-MMDC em São Paulo. Recebi esta honraria por indicação do presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, Cel PM Mário Fonseca Ventura.

O Colar Evocativo dos 80 anos da Revolução Constitucionalista, instituída pela Sociedade Veteranos de 32-MMDC, através do Decreto nº 58.071, de 24 de maio de 2012, tem por objetivo premiar e reconhecer o mérito do associado que tenha prestado serviço de alta relevância ao IDEAL DE DIREITO que guiou a epopéia de 32 e que repercute em nossos dias.



Oficio de Outorga


Diploma


Colar Evocativo 80 anos da Revolução Constitucionalista


Deputado Estadual João Caramez recebendo o Colar das mãos do Cel PM Mário Fonseca Ventura


Deputado Estadual João Caramez discursa após receber Colar


Cel PM Antonio Carlos Mendes - Sra Patricia Afonso Siqueira - Cb PM Antonio Carlos Soares - Cel PM Mário Fonseca Ventura


William Mascarenhas Comandante do Exército Constitucionalista e Cb PM Antonio Carlos Soares presidente do 18º Núcleo de Correspondência em Campinas 


Cel PM Mário Fonseca Ventura - Cb PM Antonio Carlos Soares


Agraciados com o Colar Evocativo 80 anos da Revolução Constitucionalista


Cel PM Antonio Carlos Mendes - Cb PM Antonio Carlos Soares - Cel PM Mário Fonseca Ventura

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DE CAMPINAS

O Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS), é uma instituição que desde sua criação vem preservando e difundindo um importante acervo de memória audiovisual da cidade de Campinas.
Abrangendo setores de Vídeo e Áudio, Fotografia, Música, Cinema Objetos Tecnológicos, Educação Patrimonial acompanha a tendência geral do papel que os museus ocupam atualmente na sociedade, atuando como microcosmo social e possibilitando conhecimento à sociedade através da valorização de múltiplas atividades.
Através da lei municipal 4576/75, datada de 30 de dezembro de 1975, o MIS foi viabilizado pelo poder público municipal a partir da idealização de um grupo de fotógrafos, cineastas e cineclubistas da região, envolvidos na produção e difusão da fotografia, cinema e audiovisual, liderados por Henrique de Oliveira Júnior e Dayz Peixoto Fonseca.
O objetivo era preservar e reunir, sistematicamente, a memória audiovisual de Campinas e região, cujas peças vinham sendo guardadas de maneira isolada, em outros museus da cidade, e em outras instituições públicas municipais ou mesmo integrando coleções particulares.
Em 2004, o MIS ganhou sede própria no Palácio dos Azulejos, iniciando uma nova fase de planejamento em relação aos acervos e desenvolvimento de programas e projetos e fortalecimento de comunicação com o público.
O MIS fica localizado na Rua Regente Feijó, 859 - Centro - Campinas/SP, horário de visitação das 09h às 20h, maiores informações podem ser obtidas através do telefone 19 37338800 ou no link http://www.miscampinas.com.br/

No MIS é possível encontrar fotos sobre nossa cidade e sobre temas históricos, assim, segue algumas fotos sobre o Movimento Constitucionalista de 1932 e o Mausoléu do Cemitério da Saudade.



Fachada atual do Museu da Imagem e do Som de Campinas, localizado na Rua Regente Feijó, 859 - Centro


Escultura localizada na lateral do Museu da Imagem e do Som de Campinas


Escadaria que da acesso ao pavimento superior do Museu da Imagem e do Som de Campinas


Telefone datado de 1930 exposto no Museu da Imagem e do Som de Campinas


Do lado direito da Igreja foi construído o primeiro monumento aos Veteranos de 32, na década de 50, que posteriormente foi transferido para o Cemitério da Saudade. A praça ao redor é o Largo do Rosário.  Foto da Biblioteca Municipal de Campinas 


Fachada do Mausoléu do Cemitério da Saudade, não consta data, a imagem era de um cartão postal da época. Foto da Biblioteca Municipal de Campinas 
 

Fachada do Mausoléu do Cemitério da Saudade, datado de 1952, a imagem era de um cartão postal da época. Foto da Biblioteca Municipal de Campinas 


Fachada do Mausoléu do Cemitério da Saudade, datado de 1958. Foto da Biblioteca Municipal de Campinas


Homenagem aos soldados da FEB, comemoração no Largo do Rosário, datado de 1945. Foto Retrato de todas gentes.


Homenagem aos soldados Campineiros da II Guerra, comemoração no Largo do Rosário, datado de 1945. Foto Retrato de todas gentes.


Grupo Escolar Orozimbo Maia, não consta data, o menino Aldo Chioratto estudava neste colégio. Foto da Biblioteca Municipal de Campinas


Menino Aldo Chioratto estudava no grupo escolar Orozimbo Maia, quando foi atingido por estilhaços que o feriram mortalmente quando trabalhava para o Exército Constitucionalista entregando correspondência


Recorte de jornal na qual avisava a população sobre a aproximação de aviões inimigos. Foto Museu da Imagem e do Som de Campinas


Escoteiros 


Escoteiros